Entender o que é Slow Content e o que está por trás desse manifesto é um divisor de águas para levar a estratégia de conteúdo do seu negócio a um outro patamar. E não só no que diz respeito aos resultados de marketing, mas também para trabalhar em prol de uma produção mais sustentável.
Esse conceito surgiu como uma clara resposta aos imensos desafios da volatilidade e aceleração do mundo moderno, principalmente após a consolidação dos dispositivos móveis e da internet de forma intensa em nosso cotidiano.
Em uma uma cultura voltada ao excesso de informações e à hiperconectividade, uma reflexão em prol de uma nova abordagem sobre a forma que produzimos e consumimos conteúdo é fundamental.
Portanto, preparamos este artigo completo para que você entenda o que é Slow Content na prática e o que move esse ideal sustentável para a forma como lidamos com o que circula no mundo digital.
O que é Slow Content?
Slow content é uma abordagem para criação de conteúdo na internet que prioriza a qualidade sobre a quantidade. A ideia é produzir materiais mais profundos, completos e relevantes ao público em vez dos que se tornam rapidamente descartáveis e pouco utilitários.
Em uma época em que marcas tentam a todo custo se posicionar em escala industrial e volumosa, o conceito de “conteúdo lento” preza por um ritmo mais pausado e informativo para fisgar a atenção do leitor.
Essa equação leva em consideração tanto o bem-estar do produtor quanto do consumidor. Afinal, o Slow Content dá mais espaço para a liberdade, criatividade e tempo de pesquisa aos criadores.
A medida se contrapõe ao que testemunhamos no dia a dia, em que impera o ritmo acelerado e de menor relevância com o simples intuito de contemplar as urgentes demandas por trends de palavras-chaves e cronogramas apertados.
Por sua vez, o leitor encontra um momento de pausa e reflexão frente à correria a à profusão de textos, vídeos e imagens de pouco valor em tempos de transformação digital.
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De onde veio o movimento de Slow Content?
O movimento Slow Content deriva de um contexto maior: o Slow Living, ou “vida lenta”, que prega uma desaceleração do cotidiano moderno e um desprezo à hiperprodutividade. O objetivo é integrar novas abordagens de produção e de consumo em torno de uma vida mais saudável e sustentável.
Há a disseminação de diversas outras ramificações dessa filosofia em nossa cultura há algumas décadas, por exemplo:
- Slow Food: manifesto que surgiu na Itália ao longo dos anos 1980 em oposição à disseminação dos fast foods. A ideia é investir em um preparo mais lento, no uso de ingredientes de qualidade, em práticas sustentáveis de preservação e distribuição, além de garantir uma experiência justa e saborosa ao consumidor;
- Slow Fashion: abordagem que contraria a indústria massificada da moda com ciclos de tendências mais breves e descartáveis. O objetivo é priorizar a produção local, artesanal e duradoura;
- Slow Media: as discussões sobre esse manifesto ganharam força nos anos 2000, especialmente na Alemanha, quando profissionais do jornalista questionaram a velocidade de circulação e o crescimento exponencial de notícias e informações com a internet. Para reverter essa realidade, comunicadores pregaram a produção de matérias jornalísticas mais completas, trabalhadas e que estimulem o pensamento crítico.
O Slow Media é uma espécie de precursor do Slow Content, uma vez que ambos abrangem as consequência da circulação desenfreada de informações em tempos tão voláteis e acelerados de transformação digital.
Quais são os princípios do Slow Content?
Os princípios que regem os conteúdos de Slow Content são os seguintes:
- qualidade sobre quantidade: em vez de cumprir cronogramas e calendários editoriais excessivamente volumosos, desenvolver materiais melhores e mais completos em um ciclo de produção mais consciente e sustentável;
- conexão significativa com o público: realizar e distribuir conteúdos de qualidade e com mais esmero ao seu público gera relacionamentos mais duradouros e sólidos. Na verdade, um único artigo, podcast ou ebook viram uma fonte recorrente de consulta que rendem inúmeros acessos ao longo do tempo;
- sustentabilidade na produção e no consumo: ir de encontro à cultura do excesso é fundamental para garantir tanto uma geração de conteúdo qualificado quanto uma experiência de assimilação mais lenta, instrutiva e positiva para o público;
- promoção de reflexões mais profundas: o consumo rápido, raso e sem qualidade leva a uma série de experiências vazias que só reproduzem excesso de informações, muitas vezes irrelevantes, e agregam pouco conhecimento real para instigar o pensamento crítico.
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Fast Content vs. Slow Content
Chegou a hora de colocar o Fast Content vs. Slow Content frente a frente para compreender, na prática, as diferenças entre estes dois conceitos tão divergentes. Confira!
O que é Fast Content na prática?
Os quatro pilares do Fast Content são os seguintes:
- velocidade: criar textos, vídeos, imagens e áudios curtos, simples e fáceis de consumir;
- dinamismo: garantir que o conteúdo se encaixe perfeitamente no fluxo das redes sociais ou dos motores de buscas;
- quantidade/frequência: alta produtividade para que o usuário sempre tenha o que consumir.
O formato é curto, chamativo e combina com o alto potencial viralizador das redes sociais.
Exemplos de Fast Content: stories do Instagram, quiz em redes sociais, pequenos blog posts com otimização para SEO, além de tweets com dicas e um bom potencial de viralização.
O que é Slow Content na prática?
O quatros pilares do dos conteúdos Slow Content são os seguintes:
- profundidade: traz diversas camadas de abordagem para um tema específico e assim ampliar os horizontes do leitor;
- qualidade: bom encadeamento de ideias, além de mais tempo de revisão e estruturação em tópicos para que o usuário tenha uma experiência de leitura enriquecedora e agradável;
- durabilidade: segundo o conceito de evergreen, a ideia é que o conteúdo seja atemporal e sirva de apoio aos leitores sob diversos contextos;
- caráter reflexivo: é rico em detalhes informativos para incentivar o conhecimento e o espírito crítico sobre o tema.
O formato é longo e traz características de um material exclusivo para consumo lento e gradual.
Exemplos de Slow Content: artigos com duas mil palavras ou mais, ebooks, podcasts, vídeos mais longos e cursos online.
Conheça tipos de conteúdo Slow Content
Vamos falar sobre os principais tipos de conteúdos Slow Content!
Artigos para blog
Artigos para blog são uma ótima opção de Slow Content, uma vez que são formatos simples e acessíveis por meio dos principais motores de busca, especialmente quando temos uma eficiente estratégia de SEO (Search Engine Optimization).
O ideal é que os textos tenham mais de duas mil palavras e analise determinado assunto sob a ótica de diversas lentes.
Com o suporte do Wordpress, por exemplo, organize o conteúdo em subtópicos e bullet points para enriquecer ainda mais a experiência do leitor.
Leia também: Como criar um blog? o que é necessário? Passo a passo!
Ebooks
Um artigo para blog ficou pequeno para as diversas possibilidades que um tema específico demanda? Então, um ebook é outra excelente opção de conteúdo escrito para convidar o usuário a imergir no assunto que lhe interessa.
Um livro digital merece um trabalho de pesquisa e curadoria profunda dos responsáveis, o que demanda um tempo valioso.
Contudo, a recompensa é um conteúdo evergreen com informações completas, gravuras, infográficos e que funciona como uma fonte de consulta inestimável ao potencial leitor.
Com um bom repertório de livros digitais, uma marca constrói autoridade e se diferencia da concorrência no mercado por meio de um conteúdo rico e sustentável.
Vídeos longos
Quando falamos de vídeos no contexto de Slow Content, não nos referimos a conteúdos para TikTok, cortes no WhatsApp ou stories e reels no instagram.
A ideia é substituir uma avalanche de pequenos vídeos curtos por um material mais longo, rico e bem embasado para se comunicar e educar o público.
Essa opção exige a elaboração de roteiros sólidos, cinegrafistas de qualidade e uma pesquisa contundente das informações que deseja repassar.
O ritmo do material é mais lento e reflexivo, e essa escolha funciona muito bem não só no YouTube, mas também no feed do Instagram.
Podcasts
Os podcasts viraram febre nos principais tocadores de áudio e são uma ótima alternativa para conteúdos que valorizem o tempo e o aprendizado do ouvinte por meio de uma experiência imersiva.
Segundo o Backlinko, há cerca de 546 milhões de ouvintes desse formato ao redor do mundo, o que sublinha uma grande aderência, mesmo em um contexto de predominância do Fast Content.
Um produto para podcast funciona de forma similar a uma matéria jornalística para rádio, ou seja: demanda pesquisa, curadoria, entrevistas e uma série de truques de edição para enriquecer ainda mais a experiência do usuário com um material realmente profundo e sustentável.
Quais são as vantagens de implementar o Slow Content?
Conheça as principais vantagens de introduzir uma abordagem Slow Content na sua estratégia de marketing digital:
- mais eficiência na gestão dos recursos, pois, apesar do investimento inicial, os materiais ricos e bem elaborados atraem cliques, acessos e compartilhamentos de forma mais natural do que meros click baits para conteúdos mais rasos;
- consolidação dos valores e da autoridade da marca, uma vez que seus materiais ricos e construtivos explicitam o know-how da empresa no universo de atuação e contribuem para a transmissão dos valores inatos da companhia;
- melhora a imagem e credibilidade da marca em virtude da atuação em prol do consumo de conteúdo mais sustentável e enriquecedor, prática que claramente a diferencia dos concorrentes;
- mais engajamento orgânico, pois conteúdos completos e profundos geram discussão e compartilhamento espontâneo entre os usuários, além de serem facilmente rastreáveis nos motores de busca, com a ajuda do SEO.
Saiba mais sobre a importância da estratégia SEO com esse vídeo do canal da GoDaddy:
Como fazer Slow Content na prática?
Veja agora como fazer Slow Content no contexto da sua estratégia!
- Entenda e documente os propósitos e os objetivos da sua marca para dar um norte ao planejamento;
- conheça as demandas e o perfil comportamental do seu público-alvo para avaliar que tipo de Slow Content seria viável;
- identifique palavras-chaves para entender que tipo de material seu eventual cliente busca na internet;
- em conjunto com o desenvolvimento das pautas, crie um calendário editorial com um cronograma claro que defina os recursos e o tempo necessário para cada tipo de produção;
- execute a estratégia e monitore periodicamente a evolução do engajamento do público e a construção da autoridade da marca.
Nessa jornada, você precisa do apoio de uma plataforma que ofereça os recursos necessários para otimizar o planejamento, a execução e o monitoramento dos seus passos.
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Agora que você já sabe o que é Slow Content, confira o vídeo abaixo e entenda como colocar sua estratégia em prática com a ferramenta da GoDaddy:
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